quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sancionada a Lei de Acesso a Informação

 
A sociedade brasileira - e tabirense, claro - conquista mais uma grande e histórica vitória. Foi sancionada pela presidente Dilma a Lei de Acesso à Informação. E o que diz essa lei? Ela determina que todos os órgãos da administração, inclusive o municipal, deverão garantir o acesso a informações a qualquer cidadão que as solicitarem. A disponibilidade dos dados, inclusive, é de obrigatória divulgação na internet, com exceção aos municípios com menos de 10 mil habitantes.

O QUE SERÁ DIVULGADO PELAS PREFEITURAS E CÂMARAS MUNICIPAIS?
A Prefeitura e a Câmara terá obrigação de informar, se qualquer cidadão requerer, sobre as ações do órgão, sobre prestação de contas (gastos e receitas), informações sobre compras, licitações e contratos, dados de programas e projetos, metas e indicadores (sociais, por exemplo), entre outras coisas. Dá pra perceber que essa lei é essencial para a participação popular na política e a para o esclarecimento dos gastos e contas públicas.

E SE A PREFEITURA OU CÂMARA RECUSAR INFORMAR O CIDADÃO?
Caso algum dos órgãos recuse oferecer as informações, os cidadãos devem questionar a autoridade superior (prefeito ou presidente da Câmara). Caso este não responda em 5 dias, a Controladoria Geral da União deverá ser acionada para resolver o impasse. O servidor que descumprir a lei poderá ser punida com suspensão e responder por improbidade administrativa.
QUANDO COMEÇA A VALER?
A partir da data de aprvaoção da lei, dia 18 de novembro de 2011, o Governo Federal tem 180 dias para orientar os municípios sobre como colocá-la em prática. Ou seja, a partir do dia 15 de maio de 2012 a lei vai estará em pleno vigor.

Leia a lei na íntegra: clique aqui.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tribunal de Contas lança o Portal Cidadão

(Clique na imagem para ampliar)

A partir de hoje os cidadãos de Pernambuco podem contar com uma nova ferramenta para fiscalizar seus municípios: é o Portal do Cidadão, desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado. Lá é possível encontrar as licitações, os pagamentos efetuados pela Prefeitura e pela Câmara de Vereadores, os nomes e CPFs dos credores, a execução orçamentária detalhada (por período, por credor, por órgão), entre outras opções.

Até o momento, o Portal ainda não atualizou totalmente os dados. Tabira, por exemplo, só conta com os dados da execução orçamentária até o mês de agosto de 2011.Mas, em breve, tudo leva a crer que estarão disponíveis todos os dados atualizados. O Viva Tabira! festeja e saúda a vinda dessa nova ferramenta cidadã! Avante, rapaziada!

Acesse:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As Duas Ditaduras e o Tabira Oficial

Em Tabira, a política funciona sob o batuta de duas ditaduras disfarçadas: uma delas ocorre nas eleições e outra na gestão do município.

NAS ELEIÇÕES. Nas eleições vigora a Ditadura do Dinheiro mesmo, essa que todos nós conhecemos. Aproveitando-se da fragilidade econômica do povo humilde, que é maioria numa cidade pobre, vence quase sempre quem está disposto a torrar uma boa grana comprando muitos votos, prometendo favores impossíveis (ou possíveis às nossas custas), bancando cabos eleitorais barraqueiros etc. Nesse caso, cada indivíduo é um voto; comprando-se o voto, compra-se o indivíduo. Democracia, portanto, não existe.

Contra isso o que nós podemos fazer? Pouco. Acho que quem quiser se vender que se venda. É difícil nós competirmos apenas com “consciência”. Nessa queda de braço o poder da grana vale mais. Então, cada um que se dê o valor que julga merecer.

DEPOIS DE ELEITO (ou "Depois que o pleito termina...", como diria nosso mestre Dedé Monteiro). Agora vem a segunda ditadura: a Ditadura da Informação. Depois de eleito, o agora prefeito monta uma boa equipe de contabilidade, uma boa equipe jurídica, uma assessoria de imprensa que dá pro gasto e continua sustentando seus velhos cabos eleitorais e puxa-sacos, que farão muita zoada durante o mandato. 

Em posse de todos os dados da Administração, o Prefeito e sua equipe se protege contra a “intromissão” dos outros (que somos nós), ou seja, não dá satisfações a ninguém e mantém os documentos administrativos trancados a sete chaves. Daí fica fácil: o Prefeito e sua equipe podem mentir à vontade sobre a falta de recursos, podem responsabilizar os adversários por erros que na verdade são seus, podem “brincar” bastante na execução do orçamento, podem desviar dinheiro pro seu bolso, podem tirar onda com a cara de nós, palhaços, que simplesmente não sabemos o que está acontecendo ali dentro. Quem saberá o que acontece, além deles? E é aí que a grana torrada na eleição é facilmente "recuperada".

Quem conseguirá provar que eles estão mentindo se ninguém tem acesso aos documentos oficiais? Como a oposição, seja ela quem for, poderá exercer plenamente sua função de fiscalizar?

Infelizmente, os bons vereadores são poucos, são honrosas exceções. É certo que eles não conseguirão fiscalizar a contento a Administração Municipal, e nisso nós todos precisamos ajudar; caso contrário, todos seremos prejudicados  e roubados. Mas e o Tribunal de Contas? É fraco. É composto por políticos, por burocratas. O dinheiro que está queimando é o nosso e não o deles, a cidade que está sendo devassada é a nossa e não a deles. Você acha mesmo que eles vão mover uma palha por nós? Acorde, meu caro amigo tabirense...

TABIRA OFICIAL. Aos poucos, vamos criando por aqui ferramentas para  ajudar a acompanhar o rumo que a cidade vai tomando. A primeira dessas ferramentas é o Tabira Oficial, onde vamos colocar tudo de relevante que vier a sair ou que já saiu sobre Tabira nos Diários Oficiais desde o longínquo ano de 1936 (primeira referência a Vila de Espírito Santo). Pois é, é o "pente fino" da história. Os Diários Oficiais são chatíssimos de se ler e para procurar uma informação neles demora bastante, por isso o Movimento Viva Tabira! vai fazer esse trabalho. Lembro que até o momento o único ano que colocamos praticamente tudo é 2011, os outros anos serão alimentados aos poucos:

Movimento Viva Tabira!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Tabira em Números: IBGE divulga novos dados do Censo 2010


O IBGE divulgou hoje, quarta-feira, dia 16, novos dados do Censo 2010. Apesar de Tabira apresentar algumas melhoras em relação há 10 anos atrás, o nosso quadro, como o da maioria das cidades do Sertão, ainda é marcado pela desigualdade e a falta de acesso a serviços e direitos básicos, como saneamento e educação. Vejamos alguns dados:


POPULAÇÃO E GÊNERO

Em 2010, Tabira possuía um total de 26.427 pessoas residentes em domicílios no município.
Gênero. O sexo feminino ainda é ligeiramente predominante na nossa cidade: 13.460 são mulheres (50,93%) e 12.967 são homens (49,07%).
Zona urbana e rural. A grande maioria continua a viver e migrar para a sede do município. 19.769 de pessoas (74,8%) moram na zona urbana, enquanto 6.658 pessoas (25,2%) moram na zona rural.


MORADIA

Em 2010, Tabira possuía 7.952 domicílios particulares permanentes (feitos pra se habitar e que na época do Censo servia de moradia a alguém).
Casa própria. Note-se que parte considerável das famílias tabirenses ainda não conquistou o sonho da casa própria: 1.324 desses domicílios são alugados.
Energia elétrica. Apenas 79 dos domicílios não possuíam energia elétrica. Avançamos muito! O dado demonstra que falta pouco para a energia elétrica ser um serviço ao alcance de todos na cidade.
Saneamento básico. Ainda é preocupante a situação de certas famílias nesse quesito. Dos domicílios que possuem banheiro, 290 utilizam fossa séptica (veja aqui uma) para esgotar os dejetos, enquanto 973 ainda utilizam fossa rudimentar (é um buraco, um fosso, sem qualquer cuidado).  
Fossas sépticas são bastante indicadas para uso na zona rural, sendo uma maneira simples e barata de tratar o esgoto, desde que tomados os cuidados devidos. Já as fossas rudimentares são um atentado a saúde das pessoas e deve-se providenciar urgentemente uma solução emergencial ou definitiva a essas famílias.
Um dado complementar: hoje, 691 dos domicílios tabirenses não têm banheiro ou sanitário. No ano 2000 esse número era ainda mais desesperador: dos 6.187 domicílios ocupados no município, 1.573 não tinham nem banheiro nem sanitário, ou seja, mais de 25% das casas não dispunham de um local adequado para se fazer as necessidades mais básicas de um ser humano.


EDUCAÇÃO

Os dados de educação são especialmente relacionados com a alfabetização dos tabirenses. Vejamos a quantas anda nossa cidade nesse quesito:
Analfabetismo. Em 2010, entre as pessoas com mais de 10 anos de idade, Tabira contabilizava 4.667 analfabetos, ou seja, 21,3% da população nessa faixa etária é analfabeta. Conseguimos um avanço considerável, tendo-se em conta que no ano 2000 a taxa de analfabetismo em pessoas com mais de 10 anos de idade era de 27,2%.
Analfabetismo na juventude. Entre os jovens com idade entre 10 e 25 anos, o analfabetismo atinge 9,36% da nossa rapaziada. Sabendo-se que essa é a faixa etária onde mais se investe em educação, o volume de jovens analfabetos é preocupante: de cada 100 jovens, 10 são analfabetos em Tabira.


Conforme o IBGE vá divulgando novos dados, sempre comentaremos aqui no blog sobre os números publicados. Os números não traduzem com fidelidade absoluta a realidade, mas nos dão ótimos sinais de como e onde podemos investir para termos uma cidade cada vez melhor.

MAIS: Para ver essa nova amostragem do IBGE sobre Tabira, clique aqui.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

IFDM por Áreas: Educação, Saúde e Emprego & Renda.

EDUCAÇÃO

Para medir o índice nesse quesito, o Firjan usa as seguintes variáveis: taxa de matrícula na educação infantil, taxa de abandono, taxa de distorção idade-série, percentual de docentes com ensino superior, média de horas-aula diárias e o resultado do IDEB.

Sendo assim, não houve surpresas. Carnaíba, que esse ano foi premiada pela Secretária Estadual por obter o melhor desempenho em Pernambuco na educação fundamental, ficou em primeiro lugar, com índice 0,7937, muito distante das outras cidades.

Em segundo lugar aparece outro destaque da região: Tuparetama, que obteve desempenho notável no Ideb desse ano, conquistou o índice 0,7558.

É bom alertar que os resultados de um levantamento como esse na área de Educação apontam apenas um indício de como ela se encontra numa determinada localidade, sem muita precisão. Mesmo assim, percebe-se que as cidades que realmente estão se importando com a educação, especialmente Carnaíba e Tuparetama, ocupam merecidamente o topo da tabela.


SAÚDE

Nessa área, o destaque absoluto é Itapetim, com 0,8662. Muito distante da segunda colocada, Tabira, que obteve índice 0,7694.
As variáveis utilizadas pelo Firjan foram o número de consultas pré-natal, os óbitos por causas mal definidas e os óbitos infantis por causas evitáveis. Nesse quesito, o índice revela que ao menos nos serviços mais básicos Tabira não apresenta um quadro tão insatisfatório.


EMPREGO E RENDA

Esse ainda é o calo das cidades sertanejas, mas há uma distorção na pesquisa. As variáveis utilizadas foram geração de emprego formal, estoque de emprego formal e salários médios do emprego formal. Ou seja, o levantamento só levou em conta o emprego com carteira assinada, sendo que a maior parte dos trabalhadores da nossa região estão na informalidade. Sendo assim, esse índice distorce um pouco a realidade por não levar em conta o trabalho informal, a agricultura familiar, a produção artesanal, as equipes de vendas etc. Uma cidade com mercado local pouco formalizado não quer dizer que tenha uma economia pouco movimentada, e acredito que nossa Tabira seja uma demonstração disso.
Nesse quesito Emprego & Renda a melhor colocada foi Serra Talhada (0,5963), seguida de Triunfo (0,6292), cidades que há tempos apresentam uma maior estabilidade econômica, sendo Serra Talhada o mais importante pólo comercial na região do Pajeú, e Triunfo um popular pólo turístico, o que de certo modo justifica os bons índices obtidos por essas cidades nesse quesito, onde certamente há lugar para o trabalho formal.


CONFIRA MAIS!
Quem quiser saber mais detalhes e ver o índice IFDM de outros anos e outras cidades, acesse o site http://www.firjan.org.br/IFDM/

IFDM 2011: Notas sobre o Índice de Desenvolvimento Municipal no Pajeú

O Firjan, sistema composto por cinco respeitadas empresas (SENAI, SESI, CIRJ, FIRJAN e IEL), divulgou o seu Índice de Desenvolvimento Municipal 2011, com base em dados de 2009. O índice é medido pelo desempenho das cidades em três áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde, e baseia-se exclusivamente em números oficiais dos governos. O índice vai de 0 a 1, sendo 1 a nota máxima.

Nessa última divulgação, entre as 16 cidades do Pajeú, a que obteve o melhor desempenho foi Triunfo, com 0,6410, seguida por Carnaíba (0,6356), Tuparetama (0,6292), Itapetim (0,6288) e Tabira (0,6287). A pior colocação ficou por conta de São José do Egito, com índice 0,5451. Na maioria das vezes, o que justifica o bom ou mau desempenho das cidades não é o mesmo critério.

Vejamos o índice IFDM de todas as cidades do Pajeú, e a evolução percebida através dos outros levantamentos do Firjan, desde o ano 2000:
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sábado, 29 de outubro de 2011

Um pouco da estrada de Vidal FIlho.

Meu nome é José de Alencar Vidal Filho. Nasci em Tabira, em 21/12/1974, tenho 36 anos de idade, sou casado e por enquanto não tenho filhos. Aos 5 anos fui com minha família morar Petrolina, retornando à Tabira em 1985. Em 90 fui estudar em Recife, ficando na casa de minha segunda mãe, minha tia Enaide Vidal, a qual tenho uma admiração e gratidão eternas. Em meados de 95 retornei à Tabira, após tentar vários anos entrar em medicina na UFPE, sem coragem de dizer ao meu pai que não era aquilo que eu realmente queria e magoá-lo por ter investido tanto em mim. Aos 21 anos, eu desejei ter minha independência financeira e foi quando comecei a estudar para concursos. Assembléia Legislativa (01), B.B. (01) e PRF (03), por último sendo aprovado no da Polícia Civil de Pernambuco em 98, onde estou até hoje. Da aprovação no concurso em 98 até abril de 2002, eu fui autônomo (vendi consórcios, quadros,almofadas, calçados, etc..), foi quando resolvi com a cara e coragem ir embora de vez pros Estados Unidos após me cansar de esperar por quase 5 anos o Governo chamar os concursados, sem termos uma previsão e já quase sem esperanças de isso acontecer. Até em 2003 sermos chamados pra assumir nossas atuais funções. Desde então trabalho com afinco, honestidade, honra e dignidade no que me dispus a fazer. Não tenho ficha suja, não respondo a processos criminais, nem tão pouco administrativos. A ida foi definitiva e fui mesmo pra fazer minha vida por lá, onde tenho familiares. Fui morar em Acworth e Atlanta, capital do estado da Geórgia, sudeste americano. Ao invés de trazer dinheiro, preferi trazer conhecimento, pois ninguém nunca poderia tirá-lo de mim. E foi lá que vi o quanto é bom morarmos num lugar onde as coisas funcionam, as instituições, as leis, tudo. Senti na pele o que significa 1º mundo. Desejei muito que nós brasileiros tivéssemos um pouco da organização e do patriotismo daquele povo. Mas como poderíamos nos orgulhar de nosso país cheio de maus exemplos, de políticos ladrões nos roubando há anos e ainda fortalecendo o mecanismo de alienação em massa, do povo sendo levado a crer que bom é passar a perna nos outros, que bom é se dar bem a todo custo?? Precisamos mudar!!! Foi quando nasceu em mim essa vontade de fazer mais do que aquilo que eu fazia tão bem feito no trabalho e recebia tantos elogios. Eu queria realmente dar o melhor de mim. Aqueles tantos reconhecimentos pelo trabalho bem feito me enchiam de orgulho, faziam eu me sentir melhor como ser humano e querer melhorar cada vez mais. Desde meus 12 anos que sou envolvido indiretamente em política, somente exercendo minha cidadania e sendo militante, através do meu pai e tios.

Coincidentemente, um belo dia um velho amigo me liga e entre outras conversas toca no assunto política, pergunta como ela está em Tabira e depois fala de uma possível candidatura da minha parte. Confesso que não gostei do assunto e até tentei sair pela tangente, pois política pra mim era uma coisa imunda, um antro impregnado de corrupção onde os ainda dignos e honestos tentavam não se contaminar. Ele disse que política não era uma coisa suja, mas que estava suja, pediu que eu amadurecesse essa idéia e eu disse que o faria como meio de encerrarmos a conversa. Uma semana depois ele me liga no trabalho e o assunto volta. Eu já estava meio chateado com a insistência e após ouvi-lo atentamente, percebi o quanto ele tinha razão no que falava e estava certo em afirmar que enquanto os homens de bem se ausentarem da política, ela ficará totalmente para os "homens maus", os politiqueiros, os que querem fazer do bem público sua fonte de renda e o quanto aquelas palavras eram fortes e verdadeiras. Aquilo me deu uma coragem monstruosa de enfrentar esse sistema, pois como ele mesmo salientou, eu era de Tabira, minha família tinha serviços prestados no município, não havia histórico de corrupção, nenhum tinha ficha suja e além de tudo estavam usando o critério "situação financeira" pra definir quem seria o candidato, o que é um absurdo total. Não sou supersticioso, mas comecei a perceber e me impressionar com diversas situações e informações que antes eram soltas na minha cabeça e que começaram a se encaixar e convergir para essa decisão. Se o povo, o qual quero representar, ganhar, poderemos mostrar que um grupo de cidadãos, "gente do povo", sem uso de dinheiro, representantes do comum, levantaram a bandeira deles, organizaram a massa, disseram que não aceitavam mais aquilo e nem tão pouco serem mais subjugados. Quero entrar e mostrar que era capaz fazer as coisas acontecerem, o que faltava era vontade política e compromisso com o povo. Me sinto extremamente orgulhoso de ser filho de pessoas tão dignas como José Vidal e Maria Lenira, sobrinho de Neusa Vidal, Adailton Vidal, Enaide Vidal, Sineide Vidal, Selma Vidal e de correr em minhas veias sangue de Maria Celeste Vidal Bastos, que na década de 60 ficou presa por longos 8 anos na casa de detenção de PE, onde hoje é a casa da cultura por defender os camponeses na época e que mesmo sendo espancada e torturada nunca se entregou nem desistiu da luta.

Então, comuniquei aos meus pais, que por sinal tiveram um grande susto e a familiares e amigos mais próximos minha decisão. Muitos estranharam pelo fato de eu nunca ter demonstrado pretensão política, mas estamos em constante mudança, a vida é assim. Comecei a demonstrar o interesse, postando em blogs, páginas sociais, etc. E nessas postagens conheci o pessoal do partido e o Fernando Felipe, um cara que tem garra, inteligência e coragem como poucos e tem sido um apoio importante neste projeto. Nossas idéias se bateram e decidimos juntar forças e buscar a força daqueles que também comungam esse sentimento. Percebemos que muita gente está com o pé atrás e sabemos a razão, todos esses anos de enganação, por isso desejamos ser muito claros, dirimir quaisquer dúvidas e buscar a participação de todos independente de partido, mas que queiram juntar-se a nós na construção dessa nova cidadania. Visualizamos uma gestão onde possamos ter a colaboração dos tabirenses mais competentes nas suas respectivas áreas e independente de serem ou terem participado de outros governos.
Na campanha, daremos muito combustível para as reflexões do povo, atiçaremos seus orgulhos e buscaremos onde quer que estejam escondidas as suas dignidades. Posteriormente daremos tudo de nós pra que possamos juntos, administrador, secretários e povo, mudar essa situação e iniciar uma nova fase na política de Tabira.

Forte abraço fraterno.
Vidal Filho
Tabira -PE

“Tire o Seu Político do Caminho, Que o Eleitor Pede Passagem!" [Parte 1]

Olá a todos!

Esse é meu primeiro texto e visa esclarecer qual vai ser minha participação nesse blog, e de certo modo, o que imagino que possa ser feito para melhorar o nível da política em Tabira (independente da vontade dos políticos).

Todos sabem que a política em Tabira é muito pobre, não nos gastos das campanhas, claro, que são milionárias, mas no modo como a política se dá tanto nas eleições, onde o cidadão só vale mesmo o custo do seu voto (quanto? Cem reais, um poço artesiano, um milheiro de tijolos?), como nas administrações, onde o cidadão não é escutado e as gestões se dão sem planejamento, sem projeções de futuro, sem participação popular, mas com muita arrogância de quem se acha vaqueiro de uma boiada, de quem se acha dono da casa que na verdade é nossa.

Diante disso, como pode reagir quem não se anima com baixarias eleitoreiras nem tem vocação para puxa-saco? Como pode reagir quem ama essa cidade mesmo tendo que aguentar esse tipo de gente que a governa? Se você se interessa verdadeiramente pelo desenvolvimento dessa terra, há muita coisa a se fazer, mesmo que não queira, assim como eu, se envolver diretamente na política eleitoral – se candidatando ou coisa do tipo.

Quanto à primeira ação para uma política mais limpa, não tenho nem dúvidas que é essa: exigir transparência e fiscalizar sempre! Só por dados rápidos que colhi, no ano de 2010 foram repassados dos cofres federais e estaduais para o município de Tabira pelo menos R$ 26 milhões, isso sem contar com os convênios federais, que são normalmente repassados por parcelas e nem levei em conta. Entre os recursos federais estão alguns que vêm com destino relativamente certo, como os programas sociais (PETI, o Promed, o PNATE, Garantia Safra, PDDE – Dinheiro Direta na Escola, FUNDEB, Bolsa Família, entre outros), mas é a Prefeitura que os organiza, realiza cadastros e em alguns momentos mexe diretamente com o dinheiro. Por outro lado, também há recursos que vêm diretamente para manter a máquina administrativa (Fundo de Participação dos Municípios, entre outros repasses federais e estaduais) e também bancar as despesas com a Câmara de Vereadores.

Antes mesmo de discutir projetos e idéias, convido a todos cobrar, investigar e acompanhar se toda a essa dinheirama é investida corretamente no lugar devido. Para fazer isso, contamos com respaldo da nossa Constituição Federal, ou seja, fiscalizar o correto uso dessas verbas é não só um direito nosso, mas é também um dever! É também dever da Prefeitura e da Câmara Municipal tornar públicos todos os gastos e facilitar o acesso às informações necessárias para que a fiscalização aconteça. Sem dúvida esse é o primeiro passo para a moralização da nossa política: tornar claro e público como o NOSSO DINHEIRO está sendo gasto por nossos representantes. Como fazer isso? Veremos...

No próximo texto vou falar de um grande exemplo que aconteceu no interior de São Paulo, e que foi a motivação maior pra esse rapaz que vos fala acreditar que é possível sim mudar a política de nossa terra. Além disso, vamos citar várias exigências que podem aumentar (e muito!) a transparência na política municipal. Para que isso aconteça, precisamos da força de todos os tabirenses honestos, que não aceitam que mexam com nosso dinheiro no escuro, com as portas fechadas. Vamos em frente, tabirenses!

Abraço, até a próxima, e fiquem à vontade para dar sugestões!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Agora É Pra Valer: Movimento VIVA TABIRA!

No mundo todo estão acontecendo mudanças. Ditaduras que duravam décadas foram abaixo pelo poder do povo. Diante da vontade popular em dar um basta aos tiranos, de finalmente se sentirem valorizados após tanto tempo de submissão, ainda vemos os maus políticos se agarrando com unhas e dentes ao poder à custa do sofrimento alheio, trocando projetos por negociatas, contando mentiras que encobrem trapaças, e principalmente esbanjando do dinheiro que no final nós pagamos a conta. Como comadres, ainda acusam-se uns aos outros de serem os culpados pelos erros que eles mesmos geraram, pelas obras inacabadas, pela contas rejeitadas.

Aos que querem mudança: NÃO HAVERÁ MUDANÇA ENQUANTO O POVO NÃO LUTAR POR ELA! E quem é esse povo senão nós? Essa gente simples e trabalhadora de Tabira. Professores, agricultores, estudantes, um simples policial como eu, e tantos que trabalham para sustentar seus filhos e vencer na vida.

Só topei o desafio de lançar essa candidatura num cenário onde o dinheiro dá as cartas, porque vejo que temos uma nova geração despontando em Tabira! Jovens inteligentes, compromissados, curiosos, que já não se contentam com as velhas explicações. Vejo senhores que sentem saudade dos tempos que seus representantes tinham honra e respeito por seu povo

Não tem só uma mão escrevendo esses desejos de mudança! São muitas, centenas de mãos! Tenho certeza disso! Tabirenses que moram longe, tabirenses que continuam na sua terra, e que se angustiam com esse reinado que não tem mais fim.

Aqui começa o nosso projeto para fazer política de um jeito diferente, com visão no bem estar geral, com projetos que busquem conquistas duradouras para a comunidade, que busquem a valorização da nossa cultura,  da nossa educação, sem projetos pessoais, sem baixarias, sem joguetes e negociatas.

Começa agora o nosso projeto POR UMA TABIRA MELHOR!